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Lojas de pesca físicas estão com os dias contados?

Atualizado: 13 de fev. de 2019

A invasão da tecnologia em nossa sociedade trouxe algumas transformações muito boas para o pescador esportivo, contudo não tão boas para um grande número de lojistas que terão de se adaptar se não quiserem terminar como boa parte de semelhantes que já encerraram suas atividades em lojas de pesca.



O quebra quebra começou a alguns anos atrás, na minha cidade mesmo, Campinas, pude testemunhar o fechamento de algumas das maiores lojas de pesca. É de apertar o coração, levando-se em conta que dentre elas estava a loja de um grande amigo. Entretanto, a males que também vem para o bem.

Pela internet, seja em lojas virtuais ou no próprio Mercado Livre, as mesmas tralhas compradas nas lojas físicas podem ser compradas a preços excelentes, digamos que com valores surpreendentes. Vejamos um Exemplo:

Temos a primeira loja, 100% virtual, onde a vara é vendida por menos da metade do preço da última loja, que apesar de também ter uma loja virtual, pratica os mesmos preços de sua loja física. E na imagem á direita, temos o preço da mesma vara de uma gigante do mercado, a Martinelli, que provavelmente também pratica os mesmos preços na loja física e virtual, mas que ainda assim não consegue vencer os preços da loja 100 % virtual:

É claro que a loja virtual tem custos reduzidos, que apesar de ter de agregar no preço de seu produto o valor do frete, não tem custos com Aluguel, Funcionários e Impostos Municipais por exemplo. Isso possibilita a loja virtual de praticar uma margem bem menor que a loja física, em tese, afinal, dependendo do tamanho a loja virtual também tem algum custo.

Preço Imbatível


Apesar de o preço das lojas 100% virtuais serem, mais uma vez "em tese", imbatíveis, o que faz as lojas físicas que ainda restam sobreviverem é o principal foco do Clube da Pesca: A troca de informações. O pescador é curioso, tem sede de informação, ele sente um desejo insaciável seja por conhecimento de novas técnicas, iscas, pontos de pesca, hotéis, pousadas, piloteiros, tralhas, seja pela simples vontade de revelar os detalhes de sua última aventura de pesca. E é exatamente por isso que as lojas de pesca físicas que restam, sobrevivem. A antiga geração de pescadores ainda sente a boa e velha necessidade de se relacionar. Pescadores se reúnem em confrarias nos fundos das lojas para prosear, tomar um café, uma cerveja e até mesmo marcar a próxima pescaria. Enquanto a velha guarda resiste á internet, as lojas físicas sobrevivem, mas é algo que ao que parece não se prolongará.

Comunidades como o Clube da Pesca, grupos e páginas substituíram os encontros semanais das confrarias. Os pescadores escrevem sobre tudo, tiram suas dúvidas e compartilham informações com fotos vídeos e relatos. A internet tornou tudo mais dinâmico, barato e veloz. Seja para infelicidade de uns e felicidade de outros, ela veio para facilitar nossa vida, e por conta disso, pouquíssima gente ainda falta se conectar. Dito isso, cabe a você se adaptar!


A tecnologia pode avançar a vontade que não substituirá a sensação de uma fisgada, o cheiro de peixe na água, um barulho de fricção, a captura e a soltura de um belo exemplar. A natureza e a internet coexistem e estão diretamente ligadas ao nosso esporte, dito isso, a conclusão que fica é única: basta saber conciliar.



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